Fade to Black
Fuckers, uma questão que sempre surge na cabeça de uma pessoa séria como eu é: o que diabo aconteceu com os grandes cineastas dos anos 70?
Trata-se de um tema da mais alta relevancia, pois ajuda a entender o mecanismo da maquina Hollywood e também como o processo criativo pode ser vendido ou sufocado. Embora eu não vá explicar merda nenhuma dessas hoje, por pura preguiça e má vontade.
Me explico: embora eu tenha nascido na decada de 80 e aprecie bastante muitos filmes feitos nessa época, é impossivel disassociar bom cinema com os concebidos nos anos 70 e fim dos 60.
Estava eu esses dias conversando com meu bom amigo e cinéfilo Cashew, sobre a triste aurora de genios promissores dos anos revoucionarios do cinema americano, em uma fase pré-Blockbuster, pré-campanhas milionárias de marketing, pré-promoções estupidas em tudo que é produto, desde escova de dente até vibrador de sucker fã dos Senhor dos Anéis.
A começar pelo grande Francis Ford Coppola, mãe (porque o pai é o Mario Puzo) da mais fantastica saga jamais vista: O Poderoso Chefão. A inabalavel e envolvente narrativa dos tres filmes (sim, o terceiro detona muito filme por aí) foi obra de uma força criativa notavel. Em seguida Francis fez o tenso Apocalipse Now, um filme que foi bastante conturbado nas filmagens (o Dennis Hopper teve sei lá quantas overdoses, o Martin Sheen sofreu um infarto) mas cujo resultado final agrada muitissimo... "the horror, the horror"...
Entre um Chefão e outro, o cara fez A Conversação, um estudo sobre invasão de privacidade, filmaço com o Gene Hackman. Em seguida, Coppola fez alguns filmes razoaveis, que eu gosto, porém distantes do que sabemos que ele pode ou poderia render. Vidas sem Rumo, com uma trupe de futuros astros, Rumble Fish - O selvagem da Motocicleta, com o Matt Dillon e o Mickey Rourke, Peggy Sue, com a Kathleen Turner e o Nicolas Cage e nos anos 90, o Dracula, esse sim um filmeco. Coppola nos brindou depois com Jack, estrelado pelo Robin Williams, uma bomba sobre um garoto cujo envelhecimento era acelerado demais. Que merda...
Brian de Palma é um diretor talentosissimo, de uma técnica muito apurada e angulos surpreendentes. E ousado também. Puta filmografia, com Carrie - a Estranha, Vestida para Matar, Dublê de Corpo, Intocáveis, Fogueira das Vaidades, Um Tiro na Noite... e o meu favorito, o incomparável Scarface, com o Big Al em grande forma como Tony Montana. Mas foram as missões que foderam Brian de Palma. Duas na verdade: Missão Impossivel e Missão Marte. Mas sempre vem um sucker que diz "Mas Cabelo, eu gostei do Missão Impossivel!!". Eu também gostei, mas seriam filme pro Renny Harlin fazer, ou o John McTiernan. Não sabem quem são? Foda-se. Enfim, o De Palma se vendeu, prezados Fuckers. Agora um sucker tira o dedo do rabo e pergunta: "Mas o Femme Fatale é legal, Cabelo!!". Talvez pelos enquadramentos, pela atmosfera... mas a narrativa é confusa. Esse Dalia Negra que saiu agora, eu não vi-- mas o meu amigo Cashew viu, e me disse que sofre do mesmo problema.
Agora quem mais me enputece é o Martin Scorsese. Puta diretor competente, detalhista e com histórias boas pra contar. Vide Taxi Driver ("Are you talking to me??"), Caminhos Perigosos, Depois de Horas, Touro Indomavel (só inferior ao insuperável Rocky...), Os Bons Companheiros, Cassino, Cabo do Medo, O Rei da Comédia... e a Ultima Tentação de Cristo. Porra, um cara que faz um filme onde Jesus trepa e palita o dente não pode decidir fazer o Aviador, caralho. Nem Gangues de Nova York, onde, juro, quase dormi no cinema. Já mandei um e-mail pro DeNiro e pro Joe Pesci ajudarem o nanico e não tive resposta. Ainda. Mas o Jack está tentando, vamos ver...
Os anos 70 produziram gente muito boa, só para citar os ingleses e americanos, como Willian Friedkin (Operação França), Sidney Lumet (Um Dia de Cão, Serpico, O Golpe de John Anderson), John Schelesinger (Perdidos na Noite, Maratona da Morte), Ridely Scott (Alien, Blade Runner), Don Siegel (alcatraz, Dirty Harry), Clint Eastwood e Steven Spielberg. Sem mencionar Kubrick, Peckimpah e Polanski. Quanto ao barbudo George Lucas, ele nunca foi bom diretor pra mim, é mais um entertainer... escreve histórias confusas, com personagens rasos, porém de fácil identificação com o grande público. Um genio à sua maneira, enfim. Uma máquina de gerar royalties. Que qualquer sucker com a espada do Luke enterrada na biola que conteste.
Um dia desses falo da nova geração; muita gente me agrada (Spike Lee, Soderberg, Tarantino, Tim Burton, entre outros), mas poucos tem a gana de fazer filmes intimistas e que tragam reflexões como essa turma trazia em sua boa fase.
Bom, que se dane, hoje em dia o que eu gosto mesmo é de PlayStation II.

4 Comments:
Cabelo, da nova geração faltou o Sean Penn. Além de ótimo ator ele já deu algumas arriscadas como diretor. Em um filme sobre o onze de setembro o episódio que ele dirige é um dos melhores.
Cabelo, eu como um PF Master nivel 4 diria que seu Blog esta demais, adorei as anotações sobre o PF master nivel 11 o CLINT ...aguardo informações sobre o Chuck Norris...
Fabinho
Porra cabelo vc não colocou nehum filme do Gayonardo di Caprio??? Justo seu fã de carteirinha!!! Até sei que rola um poster no seu banheiro!!!!
Valeu pelo titulo: Grande musica do Metallica!
Postar um comentário
<< Home