O retorno do Cabelo e seus azedos comentários sobre o Oscar 2007
Fuckers! Tal qual uma fênix, ressurgindo das cinzas, o Cabelo retorna às suas atividades de escriba-mor do povo fodedor! Não se iludam com o duplo sentido do título, o Cabelo que retorna é o ácido, cínico, anárquico e desbocado ex-nerd que vos fala e não seus respectivos e já emigrantes restos de cabelo.
Temos tanto para falar, para comentar, suckers para xingar...
Começo pela minha errada previsão de que os Infiltrados não ganhariam o Oscar de filme, mas celebro minha correta previsão da estatueta para Scorsese e a indicação de Wahlberg. O Cabelo, homem sério e predestinado que é, geralmente enxerga longe, onde outros não vêem. O libertino Sucker, por sua vez, só enxerga o jato de porra de seu zombeteiro namorado atingindo-lhe o olho esquerdo.
O Cabelo sabia de antemão que Little Miss Sunshine seria um sucesso de critica e publico, especialmente pela ótima atuação do carequinha Alan Arkin.
Uma curiosidade é que os dois vencedores nas categorias Ator são carecas, algo muito lisonjeiro na minha opinião. A de atriz coadjuvante é gorda e a de atriz é uma velhaca que na juventude ficava peladaça no lendário filme Calígula, com o ótimo Malcom McDowell. Não sabe quem é? Foda-se.
O Cabelo, com seus olhos de Thundera, aqui enxerga um claro esforço dos velhos bêbados da academia em recompensar a minoria injustiçada e oprimida, pois até Martin Scorsese após várias indicações como diretor e roteirista, levou a estatueta dele. Scorsese, aliás, se fosse brasileiro, apareceria junto a Ronaldo e Herbert Vianna na vinheta de "eu sou brasileiro e não desisto nunca".
Martin, nanico nervosinho, fã de blues e de fala rápida, quase mijou nas calças ao ver Coppola, Lucas e Spielberg indo entregar o premio de diretor. Deve ter pensado: "caralho, todo ano venho aqui me foder e agora vou ser humilhado vendo meus amigos entregarem mais um premio pra porra do Clint Eastwood!". Mas ele se deu bem, é um grande diretor. Só poderia parar de punhetar um pouco o Leonardo DiCaprio e lembrar que muito da reputação dele foi feita pelo Robert De Niro, fodão e membro da Tríade.
A visão dos quatro ícones no palco remete a como a atual Hollywood não se reciclou nos ultimos 20 ou 30 anos. Coppola, Lucas, Spielberg e Scorsese eram os ex-nerds fodôes dos anos 70, responsáveis por um tempo de mudança, de rebeldia contra o status quo pouco criativo da época. Hoje, são eles os responsáveis por esse marasmo, especialmente Spielberg e Lucas, pois controlam a máquina hollywoodiana sem inovar muito. É mais do mesmo, embora tecnicamente impecável.
Oliver Stone e sua visão de cordeirinho do atentado prova que a técnica, "o como", está sobrepujando o "o quê". Uma vergonha. Por isso o Cabelo tende a simpatizar com Little Miss Sunshine, feito com recursos claramente inferiores, mas com um resultado interessante, que te faz rir e pensar. Já o inculto e languido sucker não se importa com isso, pois gosta de George Lucas e gosta de ver como Luke Skywalker maneja o sabre de luz.
Outra vergonha foi a não indicação de Ken Watanabe como melhor ator. Isso foi sacanagem.
Gostei de Ellen Degeneres como apresentadora. Como uma mulher que saiu do armário, assumindo o lesbianismo há pouco mais de dez anos, ela sobreviveu no escroto show biz americano e prevaleceu. Ganhou o respeito do Cabelo, ainda mais por que dizem por aí que ela e a Jodie Foster fizeram um 69. A melhor dela foi pedir a Steven Spielberg que batesse uma foto dela com o fodão Clint. Ela fez também uma piadinha fantastica, brincando com o fato da Jennifer Hudson ter sido menos votada no American Idol e ter sido indicada ao Oscar ao passo que Al Gore foi mais votado nas urnas e ter perdido as eleiçôes para Bush filho.
Falando nisso, achei uma bichice desmedida o Al Gore ir e voltar no palco falando do filme dele. É um sentimento mais Anti-Bush que Pró-Gore. Embora a causa seja justa e importante, convenhamos, não é para tanto.
O Cabelo também notou que o Oscar estava repleto de mexicanos, só faltou o Professor Girafales ganhar algum premio.
De resto foi uma cerimônia normal, tipicamente hollywoodiana, onde o filme Babel e Eddie Murphy foram os maiores perdedores.
Despeço-me prevendo que no Oscar 2008 teremos Sylvester Stallone premiado como melhor diretor e ator por Rocky Balboa, para que a justiça nessa terra de porcos seja finalmente feita.

